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Empreendedor agora tem mais crédito
Banco Central autoriza mudanças nas regras de concessão que ampliam a oferta de dinheiro
CAROLINA DALL’OLIO, carolina.dallolio@grupoestado.com.br
O acesso ao crédito ficou mais fácil para as micro e pequenas empresas. O Banco Central regulamentou a lei que autoriza as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCMs)a ampliar o valor máximo dos empréstimos - que era de R$10 mil - para o equivalente a 5% do patrimônio líquido da empresa. O limite de endividamento dos empreendedores também subiu: passou de cinco para dez vezes o patrimônio líquido.
Hoje mais empresas também podem recorrer a essas instituições para tomada de crédito. Antes, o faturamento máximo dos clientes das SCMs era de R$240 mil. Agora, pulou para R$2,4 milhões.
Criadas em 1999, as SCMs são uma espécie de banco dos empreendedores - financiam a compra de máquinas, descontam cheques e duplicatas, dão crédito para capital de giro. Hoje, existem 14 entidades no Estado de São Paulo. No Brasil, são 56. Juntas, elas oferecem o equivalente a R$ 52,773 milhões em crédito. Cobram juros semelhantes aos do mercado. Dependendo do financiamento, as taxas variam entre 2,5% e 6% ao mês.
Mas o que difere as SCMs dos bancos é principalmente a agilidade do processo de concessão de crédito. Nessas financeiras, os empreendedores conseguem a liberação do crédito na hora. E aqueles que costumam ser barrados nos bancos - seja por estarem na informalidade ou por terem o nome sujo na praça - ganham uma chance de captar recursos para alavancar o desenvolvimento do seu negócio.
“Como o dinheiro que emprestamos vem de fundos de fomento e bancos públicos, como o BNDES, conseguimos dar crédito a juros competitivos e ainda somos capazes de assumir os riscos de inadimplência que as pequenas empresas oferecem”, disse Jacy Nogueira Filho, presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (ABSCM).
O empresário Otaviano de Carvalho, de 48 anos, já recorreu a uma sociedade de crédito quando precisou de dinheiro. Há cinco anos, quando a sua confecção La Tigresse ainda não tinha empresa constituída, ficava difícil convencer os bancos a emprestarem o capital de giro de que ele precisava. “No meu ramo, você tem de financiar toda a produção para, só depois, receber algum dinheiro com as vendas”, conta Carvalho. “Por isso, sem capital de giro a empresa morre.”
Ele afirma que os empréstimos feitos quando o negócio ainda engatinhava ajudaram a La Tigresse a decolar. Hoje, a confecção é uma empresa formal - e de sucesso. “Tenho clientes como Daslu e M.Officer”, orgulha-se Carvalho. “E possuo relacionamento com mais de oito bancos.”
Ricardo George Assaf, dono da RPW (uma sociedade de crédito paulistana), foi quem emprestou dinheiro à empresa de Carvalho no passado. Ele observa que, assim como a La Tigresse, a maior parte de seus clientes cresce e, aí sim, passa a ser atendida pelos bancos. “Mas com a nova medida do Banco Central, mesmo as empresas que tiverem um faturamento mais alto - de até R$ 2,4 milhões - vão poder continuar a contar com o crédito fácil e rápido que ofertamos”, afirma Assaf.
ONDE ENCONTRAR
Casa do Crédito - Telefone:(11) 3714-5493 www.casadocredito.com.br
Finacred - (11) 3051-4121 www.finacred.com.br
RPW - (11) 3284 9816 www.rpwcapital.com.br
Shopcred - (11) 6971-6010 www.santana-shopcred.com.br
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